Cidade Alta pode ter morte por suspeita de febre amarela

A reportagem da Itatiaia recebeu a denúncia de que uma das mortes suspeitas por febre amarela é de uma moradora da região da Cidade Alta.

Juiz de Fora registrou mais uma morte por suspeita de febre amarela na manhã de hoje. Como a Itatiaia já informou, uma mulher de 49 anos, estava internada em estado grave na unidade Santa Catarina do Hospital Universitário e foi transferida nesta quarta para a Santa Casa de Misericórdia, onde passaria por um transplante no fígado. Em nota, a assessoria da Santa Casa de Misericórdia informou que ela chegou ao hospital com estado clínico muito grave e veio a óbito por volta das 6 da manhã, antes da realização do transplante de fígado. A origem paciente não foi informada.

Em contato à nossa redação, um ouvinte, morador do bairro Parque Jardim São Pedro relatou que a vítima residia na região e apresentou os sintomas 10 dias após ser identificada a presença de um macaco morto no local. O ouvinte, que preferiu não ser identificado, teve a voz alterada. Ele disse que encontrou um macaco morto no seu quintal e chamou a zoonoses para retirar o animal. “Uma semana após o caso,  minha vizinha ao lado começou a passar mal” disse o ouvinte.

Questionado se o terreno da casa dele fazia fronteira com alguma região de mata, ele relatou que a mata pertence a antiga fazenda Santa Cândida. Ela começa no Monte Castelo e pega toda a região. “No local existe uma grande população de macacos bugio e mico estrela, porém não estamos ouvindo mais o grito desses animais.” completou o ouvinte.

Respostas

Em nota, a assessoria de comunicação da Gerência Regional de Saúde informou que não detalha informações sobre pacientes internados com suspeita de febre amarela, em respeito ao paciente e à família e que todas as informações estão disponíveis no boletim, que foi atualizado do dia 23 de janeiro.

Já a Prefeitura de Juiz de Fora, já havia informado, em nota anterior, sobre a estratégia de não divulgar os bairros de origem dos pacientes. A Secretaria de Saúde alega que todas as pessoas que moram ou circulam pela cidade devem se vacinar e que o objetivo é proteger todos os cidadãos da cidade. A Prefeitura ainda alega que a imunização já ultrapassou o percentual de 91% e que há vacinas disponíveis para todas as pessoas que ainda precisam ser imunizadas.

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