Procon investiga reclamações contra a Cemig

As reclamações relacionadas à Cemig têm aumentado na cidade, e, devido ao número de denúncias e do baixo índice de casos solucionados na plataforma online www.consumidor.gov.br, a Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (Procon/JF) abriu investigação preliminar para apurar o caso.

Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Juiz de Fora, também instaurou investigação para apurar a forma com que a Cemig tem realizado a cobrança da tarifa durante o período em que os juiz-foranos estão em casa, devido à pandemia de covid-19.

De janeiro a maio deste ano, o Procon/JF registrou 260 denúncias presenciais e virtuais, quando, no mesmo período do ano passado, foram 140 reclamações computadas. Os consumidores relatam, sobretudo, que mesmo estando em casa devido ao período de quarentena, o aumento na conta de luz não é correspondente ao consumo, e quando tentam entrar em contato com a Cemig, não conseguem obter resposta satisfatória.

O superintende do Procon/JF, Eduardo Schröder, acredita que há falha na comunicação entre a companhia e os consumidores: “Durante análise no site do Ministério da Justiça, que o Procon/JF monitora (www.consumidor.gov.br), observamos que as demandas pertinentes à Cemig não são totalmente resolvidas. Nosso papel, com essa investigação, é obter resposta da empresa, para que a mesma explique porque não está tratando a manifestação dos cidadãos”. Ainda segundo o superintendente, esta é uma demanda não só de Juiz de Fora, mas dos demais Procons de Minas.

O Procon/JF orienta que o cidadão que não concorda com o valor da sua conta de luz pode registrar a leitura do relógio da sua residência pessoalmente, pelos próprios canais que a Cemig fornece e a partir daí, registrar reclamação no site www.consumidor.gov.br, apresentando os valores da conta de luz.

No momento, o Procon/JF aguarda manifestação da companhia, para prestar mais esclarecimentos sobre o caso.