Tiroteio entre policiais: Ministério Público denuncia 19 pessoas

19 pessoas envolvidas em tiroteio de policiais foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais.

O fato ocorreu no dia 19 de outubro, no estacionamento do Centro Médico Monte Sinai.

A primeira denúncia inclui os supostos empresários Antônio Vilela e Sérgio Paulo Marques Guerra, além de Nivaldo Fialho da Cunha, o advogado Jorge William Ponciano Rosa e os policiais civis mineiros Marcelo Matolla de Resende, Rafael Ramos dos Santos e Leonardo Soares Siqueira. O grupo responde pelos crimes de latrocínio, participação em organização criminosa com emprego de arma de fogo, estelionato e lavagem de dinheiro. Os policiais civis também são acusados de fraude processual.

A outra ação penal inclui os delegados da Polícia Civil de São Paulo Rodrigo Castro Salgado da Costa e Bruno Martins Magalhães Alves e os policiais civis paulistas Caio Augusto Freitas Ferreira de Lira, Jorge Alexandre Barbosa de Miranda, Cezar Raileanu, Marcelo Palotti de Almeida, Eduardo Alberto Modolo Filho, Cristhian Fernandes Ferreira e Leandro Korey Kaetsu por lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Também foram denunciados por lavagem de dinheiro os empresários paulistas Flávio de Souza Guimarães, Roberto Uyvari Junior e Mário Garcia Junior.

De acordo com o inquérito policial, Antônio e Sérgio, se passavam por empresários e atraíram a atenção das vítimas Flávio, Mário e Roberto, que estavam à procura de crédito para as empresas do Grupo AJC. Eles se encontrariam em Juiz de Fora.

Os denunciados Nivaldo e Marcelo Mattola levaram para Juiz de Fora um veículo locado em Goiânia/GO, enquanto Antônio, Sérgio, Jorge Ponciano e Rafael reuniam-se constantemente em um apartamento alugado para acertar os detalhes da emboscada.

No dia 19 de outubro, por volta das 11h30, Antônio, Jorge Ponciano e Rafael seguiram para o hotel e, lá, desconfiaram do forte esquema de segurança dos empresários paulistas. Antônio e Sérgio suspenderam a negociação sob o pretexto de que precisavam conferir o valor que tinham disponível para empréstimo. Os empresários paulistas, acreditando que o negócio não seria celebrado, dispensaram a escolta que rumou para o aeroporto.

Um dos policiais mineiros, que ficou vigiando o hotel, verificou a partida da escolta. Sérgio retornou ao hotel e convidou os empresários para verem o dinheiro. Sérgio, Flávio, o segurança particular e um dos delegados de São Paulo seguiram caminhando até o estacionamento do hospital e foram até o carro onde estava o dinheiro.

O objetivo da organização criminosa era converter em ativos lícitos o valor em espécie de R$ 56 mil provenientes de estelionatos praticados por Antônio e Sérgio, bem como obter vantagem em cerca de 14 milhões em notas falsas.

Jerônimo desconfiou da originalidade das notas, quando ocorreu o desacerto e a troca de tiros. Ele acertou no policial civil Rodrigo Francisco, que morreu no local. Jerônimo ficou gravemente ferido e morreu dias depois.

Os policiais civis de Minas retiraram da cena do crime o aparelho de telefone celular que era utilizado por Rodrigo Francisco, que, segundo apurado, teria informações que comprometeriam ainda mais os denunciados. Do mesmo modo, os aparelhos telefônicos utilizados pelos policiais civis mineiros também foram inutilizados e descartados.