Motoristas e cobradores: Manifestação por mais segurança causa transtorno no centro

A manifestação de motoristas e cobradores causou transtornos para usuários do transporte coletivo de Juiz de Fora.

Por volta das 18h, horário de pico da volta pra casa, os ônibus ficaram parados na pista central da Avenida Rio Branco, sentido centro. Segundo relatos de ouvintes, a fila de coletivos se estendia por toda a Avenida Brasil, quase no cruzamento com a Rua Henrique Burnier, no Mariano Procópio. O fluxo de coletivos chegou a ser interrompido na Avenida Getúlio Vargas. Nossa equipe esteve nas ruas e conversou com representantes do movimento e com usuários do transporte coletivo.

O presidente do sindicato dos rodoviários de Juiz de Fora (sinttro), Wagner Evangelista, destacou que a manifestação pede mais segurança à classe. “O nosso companheiro Lucas foi linchado e está no hospital. Nós poderíamos ter feito o enterro dele e a empresa virou as costas para o trabalhador”, afirmou.

O aposentado Laerte Luis ficou cerca de uma hora esperando pelo ônibus. “Pra gente que está esperando o ônibus pra ir para casa na hora, é meio complicado esperar”, afirmou. Já a dona de casa Vanilda de Araújo Siqueira esperou por 45 minutos. “É um descaso ter que aguardar nessa hora de tanto cansaço, da volta pra casa”. De outro lado, ela defende a luta contra a violência.

Por meio de nota, o Cinturb informou que a empresa fez o que é de praxe. O gerente acompanhou o motorista na delegacia e tentou ajudar na transferência do cobrador para cirurgia pelo SUS. O acordo coletivo prevê atendimento ambulatorial pelo plano de saúde.

De acordo com a nota, o Cinturb entende que já cumpre todas as prerrogativas do sistema que lhe competem, conforme licitação e determinações do gestor: viagens, pessoal, carros e sistemas, inclusive os de segurança, como bilhetagem, câmeras e outros. Os problemas de segurança pública fogem à sua alçada.

Ouça a versão em áudio.

 

 

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